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17 set.2021

Linfoma não Hodgkin e a imunoterapia com biossimilares

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Nos últimos anos, a indústria farmacêutica junto às organizações de saúde e às agências regulatórias vêm se empenhando para o desenvolvimento e aprovação de medicamentos biossimilares. Os biossimilares são medicamentos produzidos através de organismos vivos e devem apresentar moléculas com alta similaridade em relação ao medicamento de referência, além de estudos que comprovem serem equivalentes na eficácia e segurança. Após chegarem no mercado, espera-se que ampliem o acesso dos pacientes às terapias de alta tecnologia, podendo ser utilizados como uma alternativa eficiente no tratamento de diversas doenças, como para imunoterapia no linfoma não Hodgkin.

Linfoma não Hodgkin: o que é
Segundo informações do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o linfoma não Hodgkin é um tipo de câncer que acomete o sistema linfático, podendo se espalhar de forma desordenada pelo organismo. De acordo com a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), os linfomas não Hodgkin compreendem um grupo de mais de 20 tipos diferentes da doença, que podem acometer crianças, jovens, adultos e idosos, as quais se diferem de acordo com a origem da célula (linfócitos B, linfócitos T ou células natural killer ou exterminadoras naturais), apresentação clínica e prognóstico. Os linfomas de células B são os mais comuns, respondendo por 85% dos casos de linfomas não Hodgkin.

O sistema linfático é parte vital do sistema imunológico e tem por função o combate às doenças e quaisquer substâncias estranhas no organismo. Assim como o sistema venoso, o sistema linfático é responsável por transportar líquidos pelo corpo todo. Sendo assim, o linfoma pode ter início em qualquer parte do corpo.

Imunoterapia com anticorpos monoclonais e biossimilares
A imunoterapia representa uma das mais revolucionárias abordagens terapêuticas no tratamento do câncer. Foi introduzida com muito sucesso no tratamento de linfomas há mais de 20 anos, quando a simples adição de um anticorpo monoclonal anti-CD20 em combinação com a quimioterapia melhorou significativamente o prognóstico da maioria das células B (linfócitos B) malignas que expressam o antígeno CD20.

Assim como a quimioterapia, transplante de células tronco e terapias-alvo moleculares, a imunoterapia é um dos tratamentos também utilizados para o linfoma não Hodgkin. Na imunoterapia, o tratamento é realizado com anticorpos monoclonais, que pertencem à classe dos medicamentos biológicos. Os anticorpos monoclonais possuem como alvo terapêutico antígenos específicos presentes nas células tumorais, capazes de induzir uma atividade direta antitumoral, causando a destruição das células tumorais e preservando ao máximo as células de outros tecidos e órgãos. De forma indireta, os anticorpos monoclonais estimulam uma resposta imunológica que gerará toxicidade e alterações no ciclo celular das células tumorais, retardando seu crescimento.

Os biossimilares vêm se mostrando uma alternativa viável e eficaz no combate às doenças raras e graves. O desenvolvimento dos biossimilares reduzem o tempo e o custo de desenvolvimento dos medicamentos biológicos. Vale ressaltar que, para os fármacos biossimilares serem aprovados e possam chegar aos pacientes, é necessário um rigoroso processo regulatório, de desenvolvimento e de pesquisa clínica para garantir sua segurança e eficácia durante o tratamento. Atualmente, entre os biossimilares aprovados no Brasil, um deles é indicado para o tratamento do linfoma não Hodgkin, o rituximabe, podendo ser utilizado sozinho (monoterapia) ou em associações com outros quimioterápicos.

 

Referências bibliográficas

INCA – Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva. Linfoma não Hodgkin. 2021 Disponível em: [https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/linfoma-nao-hodgkin]. Acesso em 11 mar 2021.

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Setembro/2021

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